terça-feira, 15 de julho de 2014

Exercício de adivinhação - Seleção Brasileira para a Copa da Rússia em 2018


Minha seleção da Copa do Mundo 2014


Keylor Navas - Costa Rica
Lahm - Alemanha
Kompany - Bélgica
Hummels - Alemanha
Blind - Holanda
Mascherano - Argentina
James Rodriguez - Colômbia
Robben - Holanda
Thomas Müller - Alemanha
Lionel Messi - Argentina
Benzema - França

A formação ficou totalmente ofensiva. Para ajudar Mascherano na proteção à zaga, colocaria Schweinsteiger no lugar do compatriota Müller.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Duas formas de analisar a lista de Felipão

Existem pelo menos duas formas de analisar uma convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo: uma, pelo que as presenças ou, principalmente as ausências, de determinados jogadores podem prejudicar o desempenho da equipe no Mundial; e a outra, é pela vontade de vermos alguns jogadores preferidos presentes na lista ou pelo desejo de ver alguns que não gostamos fora dela. 

Pela primeira forma, considero que a convocação de Luis Felipe Scolari foi bem feita. Ao contrário daquela de 2002 (O título não me convenceu até hoje de que o desempenho não teria sido ainda melhor com a presença de Romário na equipe). 

Analisando pela segunda maneira, entretanto, a lista dá espaço para discussões. Como sempre dará por sinal quando analisada desta forma, por ter um caráter muito mais subjetivo e até sentimental. Mas um fator que indica que a convocação foi bem feita sob o ponto de vista da influência sobre o resultado é que as maiores discussões são sobre jogadores que provavelmente nem precisarão estar em campo, como a quarta opção para a zaga, ou algum lateral, meia ou atacante reserva.

É preciso analisar também qual a estratégia utilizada pelo treinador. Nesse primeiro momento, a discussão está voltada para 23 nomes, mas logo em breve, com o início dos treinamentos, passará para a escolha dos 11 titulares, que me parecem já estar definidos por Scolari, mantendo os mesmos da Copa das Confederações. E acredito que nenhum treinador gosta de ter no banco jogadores que ele sabe que acabarão representando uma pressão popular ou da mídia pela inclusão nos titulares. 

Nós sabemos que muitas vezes essa pressão não se limita ao pedido ou a exaltar as qualidades do reserva, mas evolui para uma perseguição ao titular. É natural. No ano passado, durante a Copa das Confederações, por exemplo, Scolari experimentou isso com as vaias e constantes questionamentos sobre a qualidade de Hulk, que na verdade eram um disfarce utilizado pela campanha em prol da titularidade de Lucas. O que acabou prejudicando tanto Hulk, que parecia com a confiança abalada, quanto ao próprio Lucas, muito ansioso querendo justificar a cada lance a pressão exercida em seu nome. 

Pior para Lucas, que parece ter ficado de fora da Seleção justamente por representar uma ameaça ao titular. Eu teria levado. Considero melhor do que Bernard, por exemplo. Acredito que Scolari pensou exatamente isso quando não levou Romário 12 anos atrás. Ele parece ter se convencido pelo trio Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo e não quis ter uma sombra tão pesada quanto a do Baixinho no banco que acabasse fazendo com que a torcida pegasse no pé de um dos três. Parece ser a mesma ideia de Sabella ao abrir mão do talento de Carlitos Tévez. Ele tem a convicção no trio Messi, Aguero e Higuaín. E sabe que a torcida faria pressão pela entrada do ídolo. É uma estratégia arriscada, porque se um deles for desfalque, Tévez teria muito mais condições de chamar a responsabilidade do que Palácio, Lavezzi, Icardi ou qualquer outro convocado.

Claro que no Brasil hoje não tem ninguém com o peso de Romário em 2002, ou de Tévez agora. Aquele que teria, Ronaldinho Gaúcho, ajudou Scolari ao fazer uma péssima temporada. Estivesse ele jogando o que jogou em 2013 e a pressão agora seria comparável à de doze anos atrás. E acredito que, ainda assim, Felipão não o levaria para proteger os seus titulares. 

Por esse pensamento, entendo a convocação de Henrique, como quarta opção para a zaga. Ele sabe que quase ninguém irá fazer campanha para a sua entrada à menor falha de Thiago Silva ou David Luiz. Ao contrário de Miranda, que tem sido muito elogiado em todo o mundo. Dante até representa uma sombra maior, mas fica na conta das "descobertas" de Felipão. Se ele for titular e tiver um bom desempenho, Scolari comemorará o fato de ter sido o primeiro a levá-lo para a Seleção.

Confesso que eu usaria estratégia parecida com a de Scolari no caso da lateral-direita. Sei que Maicon é o segundo melhor lateral-direito disponível, mas sei também que ele costuma contar com o apoio da imprensa, que vive pedindo a sua titularidade e pegando no pé do titular por conta disso. Como sou fã de Daniel Alves, levaria outro lateral que não representasse uma ameaça ao baiano. 

Na esquerda, eu teria levado Filipe Luís ao invés de Maxwell. E essa convocação ainda busco entender. Felipão levou Filipe para a Copa das Confederações, e inclusive o colocou para treinar como titular, quando o lateral ainda nem tinha tanto destaque. Agora, em evidência, sendo uma das armas de Simeone no Atlético de Madrid, líder do espanhol, e finalista da Liga dos Campeões, o deixou de fora. Só posso imaginar que ele tenha tido alguma atitude que desagradou o treinador durante a Copa das Confederações. Talvez não tenha lidado bem com a reserva.

Também levaria Phillipe Coutinho ao invés de Hernanes, Lucas, ao invés de Bernard, Arouca, ao invés de um dos laterais, e Robinho, ao invés de Jô. Resumindo, não gostei da convocação, mas acredito que não irá interferir de modo tão direto para o resultado na Copa. 

Goleiros:
Júlio César (Toronto-Canadá)
Jefferson (Botafogo)
Victor (Atlético Mineiro)
Laterais-direitos:
Daniel Alves (Barcelona-Espanha)
Maicon (Roma-Itália)
Laterais-esquerdos:
Marcelo (Real Madrid-Espanha)
Maxwell (PSG-França)
Zagueiros:
Thiago Silva (PSG-França)
David Luiz (Chelsea-Inglaterra)
Dante (Bayern de Munique-Alemanha)
Henrique (Nápoli-Itália)
Volantes:
Luiz Gustavo (Wolfsburg-Alemanha)
Paulinho (Tottenham-Inglaterra)
Fernandinho (Manchester City-Inglaterra)
Ramires (Chelsea-Inglaterra)
Meias:
Oscar (Chelsea-Inglaterra)
Willian (Chelsea-Inglaterra)
Hernanes (Internazionale de Milão-Itália)
Bernard (Shakhtar Donetsk-Ucrânia)
Atacantes:
Neymar (Barcelona-Espanha)
Hulk (Zenit-Rússia)
Fred (Fluminense)
Jô (Atlético Mineiro)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Poupar é preciso

Li hoje que o Bahia irá com força máxima na partida de ida da segunda fase da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, em Minas, contra o América, contando apenas com os desfalques de Rhayner, Guilherme Santos e Diego Macedo, por lesões, além de Roniery (substituto de Diego, por já ter atuado na Copa do Brasil. Seria uma boa notícia caso o Tricolor não tivesse um jogo muito mais importante pelo Brasileiro no domingo, o quinto Ba-Vi do ano.

Outro fator que me faz temer algum desfalque e acreditar que o melhor caminho seria colocar a equipe reserva é que os quatro jogadores de frente do Bahia - Lincoln, Talisca, Rhayner e Maxi -, fundamentais para que o esquema de jogo esteja funcionando, parecem estar sempre no limite físico.  Uma prova disso é que, em praticamente todo jogo, tenham que ser substituídos. Por isso, não colocaria nenhum deles em campo.

Minha opção por escalar os reservas na partida ainda é justificada por ser uma oportunidade de ver em campo alguns jogadores que não têm atuado. O que faria com que eles estivessem muito mais focados no jogo do que os próprios titulares, que devem estar com a cabeça na Fonte Nova. Portanto, não seria uma estratégia voltada para o Ba-Vi, mas também para o próprio embate em Minas.

Por isso, falei com meus irmãos no grupo do Whatsapp: "eu escalaria o time de amanhã com Lomba, Railan, Lucas Fonseca, Anderson Conceição e Raul; Rafael Miranda, Pittoni, Hélder e Emanuel Biancucchi; Rafinha e Henrique. Meus irmãos concordaram e Renato ainda completou: "esse time é melhor do que alguns recentes do Bahia". 

Portanto, eu não teria dúvida.

Meus 23 convocados


Drogba revolucionário - o poder do futebol e a importância de um ídolo que sabe dar exemplo

Sou muito fã de do marfinense Didier Drogba, mas confesso que não tinha conhecimento sobre um fato emblemático sobre a sua importância para Costa do Marfim até ler no Lado B da Copa, do site da ESPN, a matéria "Drogba, o craque que mudou um país com um discurso de 76 segundos", de Guilherme Nagamine, André Donke e Jean Pereira Santos, que fala sobre a influência direta de um discurso realizado pelo atacante do Galatasaray, em 2005, logo após a classificação da seleção para a primeira Copa do Mundo, para a paz na Costa do Marfim. É sempre bom ver o poder do futebol e a importância dos ídolos que sabem dar exemplo.
 
Compartilho o discurso aqui, mas não deixe de ler o excelente texto no site da ESPN.

"Homens e mulheres do norte, do sul, do leste e do oeste, provamos hoje que todas as pessoas da Costa do Marfim podem co-existir e jogar juntas com um objetivo em comum: se classificar para a Copa do Mundo.

Prometemos a vocês que essa celebração irá unir todas as pessoas.

Hoje, nós pedimos, de joelhos: Perdoem. Perdoem. Perdoem.

O único país na África com tantas riquezas não deve acabar em uma guerra. Por favor, abaixem suas armas. Promovam as eleições. Tudo ficará melhor.

Queremos nos divertir, então parem de disparar suas armas. Queremos jogar futebol, então parem de disparar suas armas.Tem fogo, mas os Malians, os Bete, os Dioula... Não queremos isso de novo. Não somos xenófobos, somos gentis. Não queremos este fogo, não queremos isto de novo."


domingo, 13 de abril de 2014

A saga do título baiano - 45 vezes Bahêa

Dois anos atrás, quando o Bahia conquistou o seu 44º título baiano, escrevi neste blog um texto que dizia que aquele não era um título qualquer. E listava argumentos que justificavam essa ideia. O principal, lógico, era que findava um enorme jejum. Pois agora percebo que qualquer título tem os seus diferenciais. E, mais uma vez, o Esquadrão conquista um título especial e memorável. Dessa vez, o principal motivo é evidente: foi o primeiro estadual após toda mudança política e administrativa que aconteceu em 2013.  São 45 títulos estaduais na galeria do bicampeão brasileiro.

Mais que isso, se em 2012, após tamanho jejum, o título só poderia vir daquela forma sofrida, o troféu veio agora marcado pela inquestionável superioridade (curiosamente, em 2012, o tricolor chegou com vantagem às finais, ao contrário de agora). O Bahia foi muito superior nos clássicos do Campeonato e, não fosse o tropeço na estreia contra o Galícia, teria sido campeão invicto.

Para mim, o título foi muito importante também por causa da minha participação. Em 2012, acompanhei os emocionantes jogos da decisão pela TV. Na verdade, desde 2001, quando o Bahia conquistou o Campeonato do Nordeste, na antiga Fonte Nova, contra o Sport, com o inesquecível golaço de Preto, eu não ia, por inúmeros motivos, a uma final de campeonato. Na realidade, nos últimos anos, todos os Ba-Vis que fui, foram a trabalho. E estive invicto. Foi então que, pouco antes do primeiro Ba-Vi da Fonte Nova no ano, eu comentei a meu pai que nunca mais ele tinha ido pra os clássicos e sempre que a gente ia junto, saía comemorando o triunfo. Emendei, prontamente, que a gente tinha que ir naquele Ba-Vi para resgatar aquele retrospecto. 

A confirmação da nossa participação, entretanto, só se deu em cima da hora, como uma arma secreta guardada do treinador Marquinhos Santos. Fomos eu, meu pai e minha esposa para o setor leste, enquanto meu irmão, Lucas, foi para o oeste com a noiva. Suamos, literalmente, a camisa pelo triunfo, porque o sol daquele lado do estádio é mais implacável do que Rhayner, que abriu o marcador. Lincoln completou o 2 a 0, com direito a lepo lepo. E como foi bom ver meu pai, todo feliz, vibrando com mais um triunfo. Lembrei dos tempos de criança, os primeiros Ba-Vis que fui com ele na década de 1980 e 1990.

Quando veio a decisão, o argumento já estava pronto. "Temos que ir para fazer a nossa parte para garantir o título". Estava disposto até a encarar novamente o sol inclemente do leste, para manter o que deu certo no clássico anterior, mas, pela internet, só consegui achar ingresso para o oeste. Busquei então, na lembrança, todo o retrospecto favorável daquele lado, que sempre foi o nosso lado, na antiga Fonte. Ingressos, meu e dele, impressos, liguei fazendo a convocação oficial para o jogo. A torcida organizada sofria desfalques, minha esposa, Lucas e a noiva não poderiam ir. Meu amigo André, que iria reforçar a torcida, foi desfalque de última hora, por problemas na coluna.

A bola rolou e o clássico, como sempre, estava tenso. Até que Maxi fez excelente tabelinha com Talisca, que mandou no canto pra fazer com que a gente explodisse na arquibancada. Festa geral e mais lepo lepo. Minha esposa conseguiu reforçar a torcida, chegando atrasada, bem no momento do gol. Meu bandeirão, só recrutado em momentos decisivos, estava a postos. No segundo tempo, a superioridade tricolor era gritante. A expulsão de Uelliton, junto com Hugo, foi preocupante. Mas o gol de Fahel fez a ideia do título soar como certeza. O olé no final foi o camarão no acarajé, para usar uma analogia mais baiana. E necessário. O desgaste foi muito grande e foi o recurso utilizado para manter os 2 a 0.

Agora, teríamos que fazer a nossa parte para garantir o título. Depois de 13 anos, merecíamos voltar a gritar "é campeão", dentro do estádio. Esse foi o argumento utilizado para convencer meu pai. Passei a semana em Irecê, a trabalho. O grupo dos Irmãos no whatsapp me atualizava sobre as notícias. Se estava confiante no título, não tinha tanta convicção na minha presença no estádio. Previa muita confusão para conseguir os ingressos já que o Bahia só teria direito a 3.200, muito pouco para essa imensa torcida.

Cheguei de Irecê, imaginando que teria que me contentar em ver pela TV, mais uma vez. Até que Carlinha, prima de minha esposa, que também estava ansiosa para ir ao jogo, ligou dizendo que estava na fila. Corri para lá. Foram pelo menos cinco horas no sol, mas valeu a pena. Sem confusão, uma turma animada, até o ator Guga Walla estava por lá. Cada saída com o ingresso na mão era, em si, um ato de erguer o troféu com todo orgulho.

Um acontecimento foi emblemático sobre como nos sentimos responsáveis pelo time. Uma senhora, muito idosa, amparada por duas mulheres jovens, tentou passar direto pela fila para comprar os ingressos. Aquilo gerou um certo desconforto em muitos que estavam na fila e desconfiavam que ela não iria comprar para ela mesmo e os verdadeiros compradores dos ingressos passariam na frente de gente que estava desde cedo na fila. O torcedor mais exaltado, entretanto, apresentava outro motivo para a indignação. "Ela não vai vibrar lá no estádio. Só vamos ter 3.200 torcedores. Só pode ir quem for gritar, incentivar e pular durante os 90 minutos. Não podemos abrir mão do incentivo de nenhum torcedor".

A atitude em si não é louvável porque ninguém tem o direito de selecionar os torcedores que vão poder entrar por qualquer critério (a não ser nos casos de proibições por comportamento violento), mas representa bem o quanto o torcedor não subestima a nossa parcela de contribuição para a conquista. Para o estádio, fomos eu, meu pai, minha esposa e Carlinha, além da noiva de meu irmão, que foi para o lado rubro-negro. Lucas estava em um voo para São Paulo naquele momento.

E, em campo, pude ver essa sintonia entre time e torcida. Estávamos, reunidos, lá no canto. E não paramos de cantar e incentivar. O árbitro estava péssimo, complicando nas marcações contra o tricolor. O que já começava a me preocupar. Por isso, quando Talisca pegou para cobrar uma falta pelo lado da área, bati no ombro de meu pai e disse: o gol tem que sair agora pra tranquilizar.

Falar de maiores emoções que já sentimos com o Bahia é até complicado. São tantas. Mas o gol de cabeça de Fahel, aproveitando a cobrança de Talisca, abrindo o placar, ainda no primeiro tempo, certamente, entrou para o ranking das maiores que já senti. Passei, pelo menos, uns cinco minutos depois tentando voltar a respirar normalmente. Ou próximo do normal, pois não teria como regularizar por completo naquele cenário. Mais uma vez eu digo, olhar para o lado e ver meu pai tão feliz daquela forma é e sempre será um dos maiores presentes que posso ganhar.

Eu estava tão convicto do título que no segundo gol, de Lincoln, a emoção nem foi comparável ao do primeiro. Agora seria só administrar, mas acho que o time administrou demais e acabou cedendo o empate, deixando de vencer mais um clássico em que foi absurdamente superior. Valeu. Quando o árbitro encerrou a partida, nem o gás de pimenta que alguém disparou contra nós conseguiu diminuir a nossa festa. É campeão. Por 45 vezes e quantas mais vierem. Mais um, Bahêa!!!

Espetáculo e passo decisivo para o título

Sempre assisto a jogos pelos campeonatos nacionais da Europa e da Argentina durante os finais de semana. Procuro variar os times que acompanho, mas nessa temporada sempre tenho me programado para assistir aos jogos de uma equipe em especial: o Liverpool, e não tenho me decepcionado. Os jogos são sempre bons. Têm sido massacres ou embates carregados de emoção. É o velho ideal do "joga e deixa jogar".

E a partida de hoje, uma verdadeira decisão, contra o Manchester City, não fugiu a essa regra. Quando começou, parecia que a chave estava virada para o modo massacre. O jovem Sterling, em mais uma excelente atuação, fez um golaço, logo no início. O segundo gol nasceu de cabeçada de Skrtel, depois de cobrança de escanteio perfeita de Gerrard. O Liverpool poderia ter goleado já na primeira etapa.

Poderia. Como não matou o jogo, a chave foi modificada para o modo emoção. O time não repetia a atuação incrível do primeiro tempo e o Manchester City cresceu no jogo, sufocando. David Silva logo diminuiu e depois o Manchester chegou ao empate em chute desviado por Glen Johnson, que atrapalhou Mignolet. Toda a vantagem construída em uma primeira etapa quase perfeita foi arruínada e restava ao Liverpool aparentemente minimizar os danos e segurar pelo menos o empate, afinal o cenário era favorável a uma virada. Foi então que Philippe Coutinho desequilibrou com um golaço que coroou uma atuação memorável. Um gol com cara de gol do título.

Título inglês que o Liverpool não conquista desde 1990. Estou na torcida pelo fim desse jejum há alguns anos. A esperança, entretanto, costumava sair de campo logo no início das temporadas. Minha identificação com o clube cresceu bastante em 2005, quando li uma entrevista de Steven Gerrard, um jogador que admiro muito, falando que o seu time não tinha chances de conquistar a Liga dos Campeões da Europa porque estava um nível abaixo dos poderosos oponentes que restavam ainda na fase de oitavas (ou quartas). Gostei daquela sinceridade, mas torci para que eles conseguissem contrariar essa lógica. E eles conseguiram contrariar o prognóstico dado pelo seu principal jogador, com muita raça e dedicação, conquistando a taça, em final inesquecível contra o Milan. 

O time de agora é marcado por um futebol ofensivo e envolvente, mas não deixa a raça de lado. Todos os jogadores parecem entender que não existe bola perdida. Peças fundamentais do ponto de vista técnico, Luis Suárez e Steven Gerrard também servem como ícones dessa entrega total. O primeiro, artilheiro do time, não foge de uma dividida e faz questão de participar do jogo o tempo todo. O segundo, capitão e bandeira do time, deixou de lado qualquer vaidade para recuar e passar a ser o primeiro volante, o mais marcador e dar um exemplo para todos os companheiros.

Liverpool 3x2 Manchester City
Liverpool: Simon Mignolet, Glen Johnson, Martin Skrtel, Mamadou Sakho e John Flanagan; Steven Gerrard, Jordan Henderson e Philippe Coutinho (Victor Moses); Raheem Sterling (Lucas Leiva), Luis Suárez e Daniel Sturridge (Joe Allen).
Manchester City: Joe Hart, Pablo Zabaleta, Vincent Kompany, Martín Demichelis e Gael Clichy; Fernandinho, Yaya Touré (Javi García), Jesus Navas (James Milner), Samir Nasri e David Silva; Edin Dzeko (Sergio Agüero).

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Evaristo de Macedo e Renato

 Evaristo de Macedo
Nome: Evaristo de Macedo Filho
Posição: Treinador
Data de nascimento: 22/06/1933
Cidade natal: Rio de Janeiro/RJ

Uma das minhas maiores emoções durante o processo de produção do livro A União de uma Nação foi entrevistar o mestre Evaristo. Um dos maiores jogadores e um dos maiores treinadores que o Brasil já teve. E, para mim, o melhor técnico da história do Esquadrão. Isso sem falar que, para mim, ele sempre teve um aspecto de ser um cara da família, desde pequeno, mesmo sem qualquer contato. Foi fundamental na conquista do título desde a montagem do elenco até a forma de jogar da equipe, inclusive sabendo explorar o psicológico de seus comandados em vários momentos, como os depoimentos dos jogadores e os seus próprios relatos reproduzidos no livro podem comprovar.




Renato
Nome: Renato Teixeira
Posição: Atacante
Partidas disputadas na competição: 12 como titular, 2 como reserva
Gols marcados: 2



Era o centroavante titular no início da campanha do título, mas irritou a torcida por ter marcado apenas dois gols, perdendo a posição.

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Osmar

Assim como Sandro, Osmar também não terminou a competição como titular, mas teve grandes atuações durante toda a campanha e foi um dos responsáveis pela imensa velocidade da equipe no Brasileiro.

Osmar
Nome: Osmar dos Santos Machado
Posição: Atacante
Data de nascimento: 18/04/1961
Cidade natal: São Francisco do Conde/BA
Partidas disputadas na competição: 11 como titular, 6 como reserva
Gols marcados: 0
Outros clubes: Ypiranga, Ceará, Paraná

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Sandro


Sandro foi titular durante grande parte da campanha do título brasileiro e só ficou de fora de cinco partidas em todo o campeonato, tendo começado em 19 das 29. Mesmo quando esteve na reserva teve grande importância

Sandro
Nome: Sandro de Souza Vasconcelos
Posição: Atacante
Data de nascimento: 21/11/1964
Cidade natal: Camamu/BA
Partidas disputadas na competição: 19 como titular, 5 como reserva
Gols marcados: 3
Outros clubes: Catuense, São Caetano

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Dico Maradona


Dico Maradona era um dos xodós da torcida, que sempre pedia a sua entrada durante as partidas da campanha do título brasileiro. Mais uma cria do Fazendão que teve a felicidade de dar a volta olímpica em 1989.
 

Dico Maradona
Nome: Raimundo Eduardo Souza Oliveira
Posição: Meia
Data de nascimento: 2/05/1968
Cidade natal: Ilhéus/BA
Partidas disputadas na competição: 5 como titular, 7 como reserva
Gols marcados: 0
Outros clubes: Fluminense, Vitória

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Newmar e Sales


 Newmar
Nome: Newmar José Sackis
Posição: Zagueiro
Data de nascimento: 2/05/1961
Cidade natal: Ourinhos/SP
Partidas disputadas na competição: 4 como titular, 1 como reserva
Gols marcados: 0
Outros clubes: Grêmio





Sales
Nome: Paulo César Silva Sales
Posição: Volante
Data de nascimento: 16/5/1962
Cidade natal: Jequié/BA
Partidas disputadas na competição: 2 jogos como reserva
Gols marcados: 0
Outros clubes: Paysandu, Santa Cruz, Jequié

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Pereira e Edinho Jacaré



Um dos craques daquela equipe. Zagueiro firme e técnico na defesa, ainda fez três gols na competição. Cobrava falta com maestria. Sua saída antes das finais foi um duro golpe, que assustou a torcida.

Pereira
Nome: Luis Carlos da Silva Pereira
Posição: Zagueiro
Data de nascimento: 6/06/1960
Cidade natal: Timburi/SP
Partidas disputadas na competição: 23
Gols marcados: 3
Outros clubes: Guarani, Verdy (Japão)




Raçudo, Edinho Jacaré jogava nas duas laterais e tinha como forte a marcação. Durante entrevista que concedeu para o livro A União de uma Nação se emocionou bastante, por causa da sua forte identificação com o Tricolor.

Edinho Jacaré
Nome: Joselias Conceição Pereira
Posição: Lateral
Data de nascimento: 21/10/1955
Cidade natal: Feira de Santana/BA
Partidas disputadas na competição: 14
Gols marcados: 0
Outros clubes: Jacuipense, Fluminense de Feira

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Homenagem aos campeões brasileiros de 1988 - Sidmar


O Bahia esteve muito bem servido de goleiros em 1988. Ronaldo, depois Sidmar, e, novamente, Ronaldo, tiveram atuações destacadas enquanto foram titulares. Difícil até estabelecer uma comparação. fato é que Sidmar teve participação fundamental na conquista tricolor, pois assumiu a titularidade no momento em que Ronaldo se lesionou. Sua saída antes das finais, deixou a torcida preocupada, pois havia incerteza quanto à recuperação de Ronaldo. Sorte que o o final foi feliz.

Sidmar
Nome: Sidmar Antônio Martins
Posição: Goleiro
Data de nascimento: 13/06/1962
Cidade natal: São José do Rio Preto/SP
Partidas disputadas na competição: 18
Gols sofridos: 12
Outros clubes: Portuguesa, Schimizu (Japão)

Para saber mais sobre todos eles e essa façanha que até hoje emociona os tricolores, leia A União de uma Nação, que conta a história da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Esporte Clube Bahia.

Foram 42 fontes entrevistadas entre jogadores que fizeram parte da competição, dirigente, treinador, ídolos de outras épocas, adversários e profissionais de imprensa. Foram quase dois anos de pesquisas, entrevistas, redação e edição. O livro conta toda a trajetória de um grupo de jogadores que colocou o Esporte Clube Bahia no topo do futebol nacional com o título brasileiro de 1988.

O livro conta:
- A preparação do clube durante o primeiro semestre de 1988;
- A formação do time;
- O título baiano;
- A análise da equipe feita por outros ídolos e por profissionais da imprensa;
- O relato de cada um dos 29 jogos da campanha;
- Participação do Bahia na Libertadores;
- Participação dos tricolores na Seleção Brasileira;
- Relatos dos personagens: Evaristo de Macedo, Bobô, Zé Carlos, Charles, Ronaldo, Marquinhos, Paulo Rodrigues, Paulo Robson, Dico Maradona, Edinho Jacaré e muito mais.